Histórias contadas pelos nossos avós…

Cusco

“Deitava-se a farinha na maceira depois com uma vassourinha borrifava-se com água. Torcia-se a farinha na maceira até ficar umas bolinhas pequenas. A gente cansava-se muito. Depois ia a cozer nos potes. Colocava-se na boca dos potes a cozer a vapor numas cuscuzeiras próprias. Depois punha-se a secar num lençol. Guardava-se num saco e ia-se fazendo….” Maria Adelina, 79 anos, Portela

  1. Deitar a farinha na maceira. Colocar numa panela água morna e sal. Salpicar a farinha com a água morna temperada de sal, usando um ramo de louro ou uma vassourinha de giesta.

  2. À medida que a farinha é salpicada com água e torcida com as mãos sempre para o mesmo lado, vão se formando pequenos grãos, o cusco. Continuar a torcer a farinha até estar completamente transformada em pequenos grãos. Passar pelo crivo.

Passávamos os grãos duas ou três vezes pelo crivo. Ficava mais miudinho. E depois de cozido passávamos novamente pelo crivo. Infância, 84 anos, Portela

  1. Os grãos de farinha vão a cozer a vapor. Colocar uma cuscuzeira sobre a boca do pote, “colando-a” com uma pasta de massa para que o vapor não escape por nenhuma abertura. Sobre a cuscuzeira é colocado um pano com o cusco. O cusco é coberto para que o vapor não se escape.

  2. Depois de cozido retirar do lume. Obtém-se assim as carolas do cusco, aglomerações da massa. Uma iguaria que polvilhada com açúcar é muito apreciada pelo povo da freguesia de Gondesende. Os carolos são desfeitos com a ajuda das mãos, passados pelo crivo e postos a secar.

  3. Após estar seco, o cusco é armazenado em sacos de estopa ou linho. Está pronto para ser cozinhado com leite ou como acompanhante

“Levava tanto tempo a fazer como o arroz. Eu gosto mais do cusco. “Infância, 84 anos, Portela

“Se o cusco fosse mal torcido ficava em papas.” Infância, 84 anos, Portela

 

 

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