Histórias contadas pelos nossos avós…

Carta de um soldado para a mãe

Esta carta em jeito de poema foi recitada por Hermínio Tomé, 76 anos – Portela, uma memória dos tempos em que esteve na tropa em 1961/62

Mãezinha ao receber
A carta, mas afinal
Não chore que é um dever
A nossa Pátria defender
Porque aqui é Portugal

E sem olharmos ao perigo
Nós somos rapazes valentes
Enfrentando o inimigo
Em qualquer esconderijo
Ou caminhos diferentes

Dentro desta carta vai
Beijos à minha mãezinha
Abraços para o meu pai
Saudades que de mim vai
Para a minha irmãzinha

Quando a carta aí chegar
Leia-a à minha namorada
Que em breve a vou abraçar
E a sua face beijar
Minha mãezinha adorada

Se for à missa rezar
Mãezinha do coração
Se a minha carta levar
Ajoelhe-se ao altar
Da Senhora da Conceição

E diga à Nossa Senhora
Que seu filho há-de chegar
Ela é nossa protetora
A Virgem que é defensora
Das terras de além-mar

Esta quadra vou terminar
A luta que se desenrola
Um soldado vai chegar
Das terras de além-mar
Da nossa querida Angola

E vai ser uma alegria
Ao chegarmos afinal
Será o mais feliz dia
Lá na nossa freguesia
E para as mães de Portugal.

 

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